sábado, 15 de novembro de 2008

O Quase

Caminhos que quase se cruzaram
Agora seguem opostos,
Paradoxalmente dispostos
Em um diagrama qualquer

Espectros sem rosto,
Questões sem pressuposto
Fomos feitos um para o outro
Pobres de nós!

Nada mais que vidas paralelas
Presas em diferentes celas
Sem possibilidade de encontro

Velha esperança,
Palavra sem verossimilhança
Pobres de nós!

Queria viver a eternidade
De conjecturas
Tão distantes da verdade
Mas não há mais o que se case,
Estruturas de frase
Imaterializadas em papel

Nicole Garrido Saddi

Um comentário:

rascunho disse...

bommm... o quase realmente é um saco, mas a gente aprende tanto com ele, inclusive aprendemos que o "é" do verbo ser faz de tudo em se impor, mesmo que atrasado, desajeitado.. vem
.. são tantas as circustâncias em que ele até nos irrita e faz a deixa ao quase.. mas bom é pode escrever isso tudo , vai ser a poeida de uns dias..
a lu acompanhando..