sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aquarela

Meu olhar é doce
Como doces são
Essas trêmulas cores

Da aquarela molhada
Emoldurada na madrugada
Por um terrível frio azul.

E como são ternos os primeiros olhares
Trocados por esses amores vulgares
Que a chuva sempre consegue empoçar.

Ah, meu pobre barquinho é de papel
Clarinho como o céu
Em que ainda não há nuvens.

E é esse pequeno amor alucinante
Que se repete por alguns instantes
O que mais faz sofrer

Chova, chova serenamente
Até queChegue o finalmente,
Até que eu goste de você.

Nicole Garrido

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