Meu olhar é doce
Como doces são
Essas trêmulas cores
Da aquarela molhada
Emoldurada na madrugada
Por um terrível frio azul.
E como são ternos os primeiros olhares
Trocados por esses amores vulgares
Que a chuva sempre consegue empoçar.
Ah, meu pobre barquinho é de papel
Clarinho como o céu
Em que ainda não há nuvens.
E é esse pequeno amor alucinante
Que se repete por alguns instantes
O que mais faz sofrer
Chova, chova serenamente
Até queChegue o finalmente,
Até que eu goste de você.
Nicole Garrido
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