segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Caleidoscópio



Ler esse livro foi tão proveitoso quanto ver uma novela da Globo, mas essas inutilidades são sempre muuuuito legais.
Adorei! Li em dois dias. Esse tipo de historinha faz a gente ficar curiosa mesmo! Foi mais legal que o final de "A Usurpadora", garanto! E olha que eu gostei dessa novela! heuheuhuehee

sábado, 19 de setembro de 2009

Fatos e Homens da Segunda Guerra



De todos que já li sobre a Segunda Guerra, esse livro é meu queridinho e, por isso, dessa vez já é uma releitura. Talvez porque fuja da composição tradicional: o livro é composto por uma coletânea de reportagens publicadas na revista Manchete, que eu nem cheguei a conhecer, entre os anos 1961 e 1966, como consta no prefácio. E tais reportagens são de cinco pessoas diferentes, ou seja, vários pontos de vista, o que pode ser confirmado pela divergência, até mesmo em alguns dados apresentados. Entretanto, não se estabelece uma incoerência, já que há uma compatibilidade no ideologia fundamental: todos são grandes admiradores das tropas Aliadas, como é de se esperar de brasileiros.
Gosto, principalmente, das partes que tratam de estratégias de aparente auto-sabotagem, como a já muito conhecida tática da "terra arrasada", por exemplo, e de armas:

-ESTRATÉGIAS:

"A 19 de agosto, os próprios russos confessavam sua retirada da Ucrânia deixando um rastro de escombros e cinzas aplicando a tática de "terra arrasada". Com essa tática os soviéticos destruíram todas as plantações , deixando ao inimigo apenas ruínas."

"De Vichy, o Marechal Pétain lança um protesto e os alemães aproveitam o pretexto para ocupar a chamada Zona Livre da França. É então que ao largo de Toulon, os navios de guerra Franceses, SABOTADOS POR SEUS OCFICIAIS, vão ao fundo, assim evitando que caissem nas mãos dos nazistas e pudessem ser por eles utilizados contra os aliados, ou seja, contra os próprios interesses nacionais da França."

" A 21, os russos perderam Kerson, na foz do Dnieper. Três dias depois, por ordem telefônica, o próprio Stalin determinou que fosse dinamitada a famosa represa do Dnieper, inundando toda a região, na qual centenas de milhares de civis russos pereciam afogados. tão extrema medida era o único meio de retardar o avanço do Exército Alemão."

-ARMAS:

"Os alemães, porém, surpreendidos nos primeiros momentos, agora resistiam com tenacidade redobrada e a 16 de junho lançaram na guerra um engenho surpreendente, diretamente contra a Ingleterra: as famosas bombas voadoras de terrível poder destruidor, conhecidas como V-1 contra as quais eram nulos os meios defensivos dos britânicos."


Bomba V-1 - fonte:www.projetozk.ufjf.br

"A Inglaterra, entretato, vina sofrendo em seu território as consquências de uma nova arma contra ela lançada pelos alemães a bomba V-2, imcomparavelmente mais devastadora que a bomba voadora V-1."


Bomba V-2

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"A Peste" - Albert Camus



*Capa de Eugênio Hirsch. Esse mereceu ser citado, e como! Faz tempo que não vejo uma capa que expresse tão claramente as intenções de um livro como esta.

"A Peste", de Albert Camus trata, objetivamente, da Peste Negra, ou Peste Bulbônica, uma doença que dizimou váris populações ao longo da história; o que é demonstrado na passagem:
" O doutor se lembrava da peste de Constantinopla, que segundo Procópio, tinha feito dez mil vítimas em um dia.".
O romance permite várias interpretações, tanto do ponto de vista político - evidencia uma alegoria ao Nazismo ou uma resistência européia a Hítler - quanto do ponto de vista existencial - o tema da confrontação do homem com a morte e as várias reações produzidas a partir disso.
A Europa representada no livro pelo resto do mundo, em uma visão eurocentrista, isola a Alemanha, mateforizada pela cidade de Oran. Grande parte da população é dizimada pela peste, representante do Nazismo, em uma clara alusão às mortes de judeus no holocausto. Os corpos passam a ser incinerados quando as valas comunitárias deixam de suportar o volume de mortos.
A peste não é descrita, naturalmente como fatalidade que é, mas, ao contrário, é metaforizada por uma administração, uma criação, um regime, um produto.
“Não, a peste nada tinha com as imagens pomposas que haviam perseguido no começo o doutor Rieux. Era, entes de tudo uma administração impecável e prudente, funcionando bem.”
“—Não, padre. Tenho do amor outra idéia. E recusarei até a morte amar essa criação que tortura as crianças.”
Alguns personagens, ainda que diariamente expostos à doença altamente contagiosa e, aos poucos, tendo abandonado as regras de prevenção e profilaxia às quais deveriam se submeter, pareciam imunes à peste. Fato que poderia denunciar certa inverossimilhança, entretanto, essa aparente incoerência não se estabelece quando busca-se a desmetaforização da doença.
“Negligenciaram pouco a pouco as regras de higiene codificadas por eles, esqueceram algumas das numerosas desinfecções a que deviam submeter-se e, indiferentes ao contágio, chegaram-se a doentes da peste pulmonar, porque, chamados de repente a uma casa infectada julgaram fatigante ir receber nos lugares próprios as instilações indispensáveis.”
As pessoas que tinham contato com infectados eram submetidas a quarentenas, símbolo evidente dos Campos de Concentração, a liberdade de expressão foi tolhida , é decretado Estado de Sítio, entre vários outros aspectos que referenciam símbolos da ditadura Nazista, embasando a interpretação da obra sob o ponto de vista referido.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Castelo de Vidro



Esse livro é a auto-biografia de Jeannette Walls,uma famosa jornalista norte-americana. Às vezes fica difícil acreditar na veracidade de algumas partes da história, de tão mirabolante que parecem, mas em geral o enredo prende o leitor de uma forma incrível. Você fica muito curioso para saber, não só o final, mas todos os acontecimentos em sequência.
Antes de citar algumas partes que anotei vou dar uma contextualizada: Jeannette vivia com os três irmãos, uma mãe artista muuuito relapsa e irresponsável e um pai alcólatra, que, entretanto, a seu modo os amava e a tinha como filha preferida. Eles viviam em estado de miséria e não raramente passavam muita fome e frio. As quatro crianças eram muito criticadas por serem filhas de um alcólatra, entretanto, Jeannette tentava compreendê-lo e o achava especial.



"Rimos de todas as crianças que acreditavam na lenda do Papai Noel e só ganhavam um monte de brinquedos baratos - e de plástico - de presente.
-Daqui a muitos anos quando a porcariada que eles ganharam estiver quebrada e a tiverem esquecido toda - disse ele - vocês ainda terão as suas estrelas."

"Eu ouvia as pessoas em volta de nós cochichando coisas sobre o bêbado maluco e os pestinhas dos seus filhos sujos, mas quem ligava para o que eles pensavam? Nenhum deles jamais teve a mão lmbida por um guepardo."