Meu olhar é doce
Como doces são
Essas trêmulas cores
Da aquarela molhada
Emoldurada na madrugada
Por um terrível frio azul.
E como são ternos os primeiros olhares
Trocados por esses amores vulgares
Que a chuva sempre consegue empoçar.
Ah, meu pobre barquinho é de papel
Clarinho como o céu
Em que ainda não há nuvens.
E é esse pequeno amor alucinante
Que se repete por alguns instantes
O que mais faz sofrer
Chova, chova serenamente
Até queChegue o finalmente,
Até que eu goste de você.
Nicole Garrido
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Rascunhos
Meus traços em descompasso
São de um esforço raso,
Pequenas lembranças de casos
Que esqueceram de contar
Esses tristes tons do outono e inverno
Por vezes calmos e ternos
Sempre me trazem pesar
Meus lápis desenhando formas,
Encerrando normas
Em calabouços de papel
E esses pobres rascunhos tolos
Quase formam rolos
De intragável fel
Sequer sei se ainda existe
Aquele passarinho triste
Que as horas esqueciam de levar
Mas os sinos,
Maestros de destinos
Nunca param de soar.
Autora: Nicole Garrido
São de um esforço raso,
Pequenas lembranças de casos
Que esqueceram de contar
Esses tristes tons do outono e inverno
Por vezes calmos e ternos
Sempre me trazem pesar
Meus lápis desenhando formas,
Encerrando normas
Em calabouços de papel
E esses pobres rascunhos tolos
Quase formam rolos
De intragável fel
Sequer sei se ainda existe
Aquele passarinho triste
Que as horas esqueciam de levar
Mas os sinos,
Maestros de destinos
Nunca param de soar.
Autora: Nicole Garrido
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Alegorias
Estou desconstruindo metáforas
De narrativas fantásticas
Inventadas por mim e você
Perdida em alegorias,
Tão distante de calmarias
Que nem sei
Sequer onde estou
Mas meu coração em desatino-
Doce riso do destino
Insiste em não se lamentar
E essa ponte que não leva a nada-
Só mais um capricho da estrada
Em que há tantos desvarios,
Assustados rios
De patética solidão
E como são repetitivos
Esses detestáveis ciclos
De cômica tragicidade,
De enorme ansiedade
Por um olhar sequer
Nicole Garrido
De narrativas fantásticas
Inventadas por mim e você
Perdida em alegorias,
Tão distante de calmarias
Que nem sei
Sequer onde estou
Mas meu coração em desatino-
Doce riso do destino
Insiste em não se lamentar
E essa ponte que não leva a nada-
Só mais um capricho da estrada
Em que há tantos desvarios,
Assustados rios
De patética solidão
E como são repetitivos
Esses detestáveis ciclos
De cômica tragicidade,
De enorme ansiedade
Por um olhar sequer
Nicole Garrido
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Meninos
As bravias tempestades
Reduzem-se a poças,
Doces troças
Das nuvens azuis
Sob a eternidade do céu
Brincam com destinos,
Dois pequenos meninos
Que nunca foram réus
Não é preciso ter
Percorrido muitos caminhos
Não é preciso ser adivinho
Para saber que em dias como esse
Não se deve chorar
Tardes quentes de verão
De uma intensidade clara
Que de longe se compara
A um sorriso de perdão
Não está em pergaminho,
Mas todo passarinho
Sabe que em dias como esse
Não se deve chorar.
Nicole Garrido
Reduzem-se a poças,
Doces troças
Das nuvens azuis
Sob a eternidade do céu
Brincam com destinos,
Dois pequenos meninos
Que nunca foram réus
Não é preciso ter
Percorrido muitos caminhos
Não é preciso ser adivinho
Para saber que em dias como esse
Não se deve chorar
Tardes quentes de verão
De uma intensidade clara
Que de longe se compara
A um sorriso de perdão
Não está em pergaminho,
Mas todo passarinho
Sabe que em dias como esse
Não se deve chorar.
Nicole Garrido
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O Trem
Trilhos ensolarados
De um caminho incerto
Quanto tempo desejei
Que te trouxessem para perto
Enormes vagões de locomotiva
Viagem apreensiva
Em que ecoam graves acordes
Terríveis melodias discordes
A embalar essas
Eternas corridas
Em que se perde a vida
A esperar
Sonoras trilhas
De milhas e milhas
De poetas dispersos
Que nunca cessam de
Escrever versos
Para quem nunca os lerá
Nicole Garrido Saddi
De um caminho incerto
Quanto tempo desejei
Que te trouxessem para perto
Enormes vagões de locomotiva
Viagem apreensiva
Em que ecoam graves acordes
Terríveis melodias discordes
A embalar essas
Eternas corridas
Em que se perde a vida
A esperar
Sonoras trilhas
De milhas e milhas
De poetas dispersos
Que nunca cessam de
Escrever versos
Para quem nunca os lerá
Nicole Garrido Saddi
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Brincando
Nuvem cinzenta -
Opaco céu
Meu coração experimenta
Brincar que é de papel
Atravessa as doces horas.
É levado pelo vento,
Já não pensa em ir embora
Nem se prende a um momento
Minha querida eternidade,
Como é bom sonhar ser livre!
Ver além da dura grade
Que divisa todo ser
Abandono o passado,
Triste velho descompassado
Ganho asas de presente -
Já pode voar minha mente
Nicole Garrido
Opaco céu
Meu coração experimenta
Brincar que é de papel
Atravessa as doces horas.
É levado pelo vento,
Já não pensa em ir embora
Nem se prende a um momento
Minha querida eternidade,
Como é bom sonhar ser livre!
Ver além da dura grade
Que divisa todo ser
Abandono o passado,
Triste velho descompassado
Ganho asas de presente -
Já pode voar minha mente
Nicole Garrido
domingo, 16 de novembro de 2008
Passatempo
Incontáveis sorrisos,
Desarmados improvisos.
Enfeites da alma,
Parafraseada em calma
E aquela mania
De observar a macia
Descontinuidade das nuvens
Sem esperar que o tempo
Seja mais que um passatempo,
Um símile de momento.
Já não importam velhos medos,
Desprendi-me de antigos enredos
Não vivo por ninguém
.Nicole Garrido
Desarmados improvisos.
Enfeites da alma,
Parafraseada em calma
E aquela mania
De observar a macia
Descontinuidade das nuvens
Sem esperar que o tempo
Seja mais que um passatempo,
Um símile de momento.
Já não importam velhos medos,
Desprendi-me de antigos enredos
Não vivo por ninguém
.Nicole Garrido
sábado, 15 de novembro de 2008
O Quase
Caminhos que quase se cruzaram
Agora seguem opostos,
Paradoxalmente dispostos
Em um diagrama qualquer
Espectros sem rosto,
Questões sem pressuposto
Fomos feitos um para o outro
Pobres de nós!
Nada mais que vidas paralelas
Presas em diferentes celas
Sem possibilidade de encontro
Velha esperança,
Palavra sem verossimilhança
Pobres de nós!
Queria viver a eternidade
De conjecturas
Tão distantes da verdade
Mas não há mais o que se case,
Estruturas de frase
Imaterializadas em papel
Nicole Garrido Saddi
Agora seguem opostos,
Paradoxalmente dispostos
Em um diagrama qualquer
Espectros sem rosto,
Questões sem pressuposto
Fomos feitos um para o outro
Pobres de nós!
Nada mais que vidas paralelas
Presas em diferentes celas
Sem possibilidade de encontro
Velha esperança,
Palavra sem verossimilhança
Pobres de nós!
Queria viver a eternidade
De conjecturas
Tão distantes da verdade
Mas não há mais o que se case,
Estruturas de frase
Imaterializadas em papel
Nicole Garrido Saddi
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Setembro
Vem o frio e as ruas molhadas
Não há quem se arrisque
A vagar pelas madrugadas
Folhas valsam com o vento
Em despreocupado movimento
E assim esvaem-se as horas
E despercebido passa o "agora"
Aquecem-se sonhos
Sob cobertas de lã
E não há desatinos
Ou conversas vãs
Na velha caixinha
Amarelam-se cartas
Histórias de amor
Esquecidas e fartas.
Nicole Garrido Saddi
Não há quem se arrisque
A vagar pelas madrugadas
Folhas valsam com o vento
Em despreocupado movimento
E assim esvaem-se as horas
E despercebido passa o "agora"
Aquecem-se sonhos
Sob cobertas de lã
E não há desatinos
Ou conversas vãs
Na velha caixinha
Amarelam-se cartas
Histórias de amor
Esquecidas e fartas.
Nicole Garrido Saddi
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