Emudecem-se as palavras
Ante o chiado intranqüilo da chuva
Mais uma dessas duplicidades
Dissolutas nas tempestades
Esperam em desuso
Verbos tolos e confusos,
Adormecem lentamente
Os prolixos obtusos
Só as onomatopéias respingadas
Seguem o rítimo das trovoadas,
Balanço envolvente
Das verdes folhas molhadas
Sarcasmos e descasos
Acomodam-se, desatentos
Esquecidos de si mesmos,
Absortos pelos ventos
Linhas de metáforas ,
Tecidas em silêncio
Malha encantadora e
Entrelaçada de vazios.
Só o miado do gato
Trespassava o abstrato
Obscuro pronúncio
De um peludo espalhafato.
Queria o leite
Da caneca virada
Triste existência a
Alimentar-se do nada.
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